Como ser legal… na web

Redes Sociais

Eu estou realmente cansada de lidar com pessoas que desconhecem certos códigos de conduta na rede. A web não é terra de ninguém, tá? Sabe o discurso da professorinha para o aluno?

“João, você é mal educado com seus pais?”

“Não, professora”

“Então porque você é mal educado com seus amiguinhos?”

“……………..” [João bugando com a moral da história]

Não entendeu a moral? A web é uma extensão de quem você é fora dela, okay?

Sendo assim, vou falar de pontos que considero fundamentais para um bom convívio, entendimento, simpatia e educação na rede, vou citar os mais comuns e que mais me irritam.

Msn, Gtalk e afins.

Quando você vai falar com alguém na rua, na chuva, na fazenda ou na casinha de sapê, o que você faz, honey? “Oi, tudo bem?/ E aí beleza?” Porque como já dizia a letra da Caboclada, “o cumprimento é uma questão de nobreza”, portanto, sejamos nobres, dar “Oi” não mata.
O mesmo vale para despedidas. Você costuma largar a pessoa que está conversando e simplesmente sair andando no meio de uma conversa? Não, né? A falta de educação é igual, seja pessoalmente ou virtualmente. Se despeça, você sobrevive a esta experiência.

Não use tantos emoticons, aprenda a usar palavras, é uma forma antiga de comunicação, mas muito eficaz.

Cuidado com o Caps, ele pode ofender. Eu me ofendo. Não entendeu? Então vou exemplificar, imagine alguém mandando isso para você:
Porque você não me disse?

Agora imagine assim:
PORQUE VOCÊ NÃO ME DISSE?

Pegou a diferença? O Caps Lock devia chamar Scream Lock, use com moderação.

E-mails

Tem dois tipos de e-mails: formais e informais.
Nos formais você escreve tudo por extenso, bonito, caixa alta e baixa, não dá risadas [hahaha, kkkk, hehehe, hihihi, aushaushsahauhs, rs e risos], enfim, é educado como sua mãe ensinou e escreve como aprendeu na escola.

Nos informais você pode dar risada, usar caixa baixa e abreviar, mas não a ponto de não ser entendido, ok? Por exemplo, abreviação de você é “vc” e não o deturpado “vs”! Vs é Versus! Nesse caso, você vs a Língua Portuguesa.

Se usa e-mail corporativo, cuidado dobrado. Fique atento para quem você passa o contato e, se alguém te passou um e-mail assim, tenha bom senso também. Não mande coisas imbecis além da conta, seja sucinto e evite exageros, muitas empresas usam filtros nos e-mails e têm acesso a todo conteúdo recebido, entendeu a dica, né? Não envie as fotos da Sabrina Sato pelada para uma conta assim, entre outras coisas.

Não mande apresentações em PPT, pelo menos não para meu e-mail, juro que te coloco em uma lista negra. É a coisa mais irritante do mundo porque, honestamente, quem gosta de ficar na frente do computador vendo cachorros e gatos com frases como “A diferença une”? Eu é que não gosto e se você aprecia tal coisa, bom, possivelmente não é amigo meu.

Redes sociais

Ainda há pessoas que insistem no “fã de restart way of life” e xinga muito no Twitter, Facebook, Orkut e derivados. Claro que nunca xingam coisas abstratas, sempre é tudo devidamente endereçado a alguém e facilmente rastreado, normalmente pelo seu chefe, colega de trabalho e por aí vai, porque a ironia é irmã da web, tá? E a primeira pessoa a ver a gafe, nunca será um amigo bondoso disposto a te avisar e te poupar dos micos cibernéticos, será sempre o oposto imediato.

No demais me nego a falar das fotos, da exposição desnecessária e perigos que isso pode trazer porque, de verdade? Não sabe lidar com a web, vai aprender então perdendo um rim [embora eu preferisse que algumas pessoas perdessem apenas o acesso à internet].

Talvez esse seja um tutorial de como me agradar, pessoas interessadas em me agradar, é só seguirem esses passos [sou só um pouco arrogante, eu sei, mas tenho bom coração], mas acredito mesmo que o que escrevi pode contribuir para um mundo virtual melhor [esse é o máximo do espírito de Miss Universo que vive dentro de mim, porque eu não quero a tal da World Peace, tá?].

Beijo e até a próxima [me despedi e ainda estou viva, viu só? It´s so easy, baby]

*O título foi inspirado pelo meu queridinho Nick Hornby, no livro Como ser legal, de 2001.

Coluna Vertebral: I’m at…really matter?

Eu disse no post passado que adoro internet, né? Mas eu tenho as minhas indiferenças na rede e a do momento é o Foursquare.

Se você tem Twitter ou Facebook, aposto que já leu algo assim na sua timeline ou mural “I’m at Xis Place (Av. Whatever, 02, at Shopping Zero Nothing, São Paulo)”. A pergunta que me persegue é: porque raios o cidadão tem que publicar o endereço de sua localização? Por quê?

Eu, que já entendia o Foursquare como um aplicativo a favor de namoradas (os) neuróticas (os) ou sequestradores cibernéticos, resolvi pesquisar mais sobre e fiquei surpresa com as demais funcionalidades.

Porque além de você se tornar um maluco com fetiche exibicionista por GPS, com ele você pode achar seus amigos, visualizar opiniões deixadas por usuários acerca de um lugar e postar dicas também. Mas não é só isso [momento facas Ginzu] você também pode ganhar pontos! É isso mesmo, pontos, como em um jogo! E se você for uma pessoa, suficientemente descolada, que conhece a cidade toda ou que frequenta muito um mesmo local, você pode se tornar algo como um prefeito (mayor) desse lugar! Uau, que demais, não? [insira minha ironia aqui]

Um dos argumentos usados a favor do Fousquare, por exemplo, é que com esse sistema de pontos ele incentiva as pessoas a saírem mais, a conhecerem lugares, a viverem o mundo real, olha que coisa bacana. Quase poético um aplicativo que incentive as pessoas a saírem do virtual, não?

Pois bem, e depois que a pessoa finalmente abandona o mundo virtual e se cerca de amigos numa mesa de bar ou qualquer outro ambiente externo com pessoas, o que ela faz? Hã, hã, hã? Ela pega o seu smarthphone, acessa o Foursquare e publica na web a sua localização. Ê redundância. Você sai do virtual, mas a virtual não sai de você, é isso, né?

O discurso de que o Foursquare pode unir o mundo real e virtual, no meu caso, não funciona, porque meu mundo é um só já faz tempo, sabe? E você que usa o aplicativo bem poderia tentar me convencer da real utilidade dele, né? Porque assim como o Saramago procurava todo dia prova da existência divina, mas não encontrava, eu procuro todo dia uma forma de entender a utilidade do Foursquare, mas não encontro.

Coluna Vertebral: Web For Real

Dentre as muitas coisas das quais eu não fico sem hoje em dia, uma delas é a internet. Mas com toda facilidade que ela traz, veio uma dificuldade: tenho problemas em lidar com pessoas offline. É isso mesmo. Não sei o que fazer com quem não lê e-mails todos os dias, com quem não usa Gtalk ou Msn, com pessoas que não se comunicam pela rede.

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Eu tenho e-mail, Msn, Gtalk, Twitter, Orkut, Facebook, Flickr, Formspring, Blog, Tumbrl e qualquer outra coisa que apareça na web, mas não acho que é preciso estar em todas as redes sociais, conhecer tudo sobre a web e tal, embora isso seja extremamente atraente no sexo oposto [é, disse atraente mesmo, eu adoro nerds/geeks, mas esse é outro papo], mas e-mail é questão de necessidade, né? Aliás, se comunicar é o princípio básico de tudo.

Eu tenho verdadeiros siricuticos quando me falam “Ah, não te respondo por que não entro muito no meu e-mail”. Ué, e para que tem um então criatura? Você compra uma roupa para não usar? Comida para não comer? Cerveja para não tomar? Pois bem, se tem um e-mail, ainda que seja um famigerado Hotmail, use-o!

Eu não gosto dessas coisas da internet, prefiro o mundo real” Ô discurso que dá sono. Amigo, veja bem, a internet é real, ela está aí, quer você queira ou não. Ficar fora dela é algo que vai te custar mais caro do que gastar seu tempo acessando e-mails. Por quê?

Porque a web criou um caminho sem volta na comunicação e na vida de muitas pessoas [na minha, com certeza], no sentido de que não adianta tentar ficar isento dessa mudança, a não ser que você seja um simpático ermitão, mas do contrário, se você vive rodeado de pessoas como toda boa espécie humana, honey, você está postergando o inevitável. Você não estar na internet não atrasa o crescimento dela, mas apenas o seu. Think that.