Não é de hoje que Christopher Nolan gosta de trabalhar com atores com os quais já filmou. Dá pra citar Christian Bale, Michael Caine (Ambos na trilogia de Batman e O Grande Truque) e Tom Hardy com quem trabalhou em A Origem e agora será o vilão Bane em The Dark Knight Rises.
E agora outro ator de A Origem deve estar chegando a Gotham City. Segundo o site Deadline, Joseph Gordon-Levitt está negociando para participar do terceiro filme do Batman. Não se sabe porém qual personagem o ator será nas telonas. Em época de rumores foi dito que ele poderia ser o Charada(Mas Nolan já confirmou que ele não estará no filme). Outros diziam que ele poderia interpretar o Coringa no lugar de Heath Ledger pela sua semelhança com o falecido ator, mas Nolan também rechaçou a idéia de trazer o Palhaço no novo filme.
Rumor por rumor, dizem até que Robin Willians(Com quem Nolan JÁ trabalho em Amnesia) poderia interpretar o vilão Hugo Strange. Estranho(Rá!) rumor não?.
A produção do filme deve começar ainda esse ano.
The Dark Knight Rises chega aos cinemas em 20 de Julho de 2012.
Dia 19 de outubro vai rolar o Scream Awards, uma premiação dedicada a cinema, quadrinhos e séries.
Como nesse ano de 2010 um dos melhores filmes de ficção cientifica do mundo, De Volta Para o Futuro, faz 25 anos, a Spike [empresa por trás da premiação] decidiu promover a premiação recriando o trailer do filme da década de 80 com o próprio Michael J. Fox.
Confira a versão de 2010:
E a versão original:
A premiação mais Nerd do planeta além da homenagem a De Volta Para o Futuro, teremos várias premiações dos universos de quadrinhos, cinema e séries.
Os indicados já saíram, e as votações acontecem pela internet. São 30 categorias diferentes, dentre ela: melhor vilão, melhor super-herói, melhor escritor de HQ, melhor adaptação de HQ, melhor [holy sh*t] cena do ano e por aí vai.
Entre os maiores indicados estão Kick Ass (filme e quadrinhos), Homem de Ferro 2 e A Origem.
É isso aí. Esse foi o melhor nome que eu consegui para a chamada. Por justamente não conseguir traduzir literalmente o termo mash-up, mas ao longo do post você vai entender. Que A Origem é um dos filmes mais legais dos últimos anos, isso você já sabe. E se não sabe, leia aqui. E se não acha, azar o seu. Parte do sucesso do filme se deve também pela ótima trilha de Hans Zimmer, músico e compositor que fez as trilhas de filmes como O Rei Leão, Gladiador, Piratas do Caribe, Missão Impossível 2, O Cavaleiro das Trevas e também do viciante Call of Duty: Modern Warfare 2. Com uma trilha tão envolvente e marcante, vários trailers de filmes foram feitos e readaptados para ter o tom que tem os de A Origem. Com essa trilha dramática, qualquer filme se torna uma busca sobre a verdade do subconsciente:
Se falta originalidade em meio a tantos blockbusters(quadrinhos, livros, séries, remakes e reboot), Nolan sabe exatamente onde ela se esconde e prova isso. O diretor não tem medo de arriscar uma idéia original e ambiciosa em seu novo trabalho: A Origem.
No filme Leonardo di Caprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especialista em roubar e extrair segredos valiosos do subconsciente de pessoas durante seus sonhos. Essas qualidades o tornaram empregado de uma grande corporação de espionagem colocando na situação de fugitivo tendo que deixar para trás tudo que mais amava. Porém Cobb ganha uma oportunidade de se redimir e voltar para casa depois de realizar um último trabalho, tido por muitos como impossível, uma inserção de idéia. Ele deve então juntar uma equipe de especialistas para realizar o trabalho e ainda enfrentar um inimigo que apenas Cobb tem conhecimento.
Daí você pode dizer que a idéia de juntar um grupo com pessoas de determinadas especialidades para roubar, ou no caso inserir, o que quer que seja é batida e já vimos isso antes. Até pode ser, mas a diferença aqui é como a idéia é executada, e as semelhanças com qualquer outro filme param por aí.
As subtramas que se desenrolam durante o filme são totalmente justificáveis pela própria trama de sonhos e idéias que Nolan padroniza para basear as ações e conflitos dos personagens. Padronização essa que causa uma certa familiaridade com o público justamente por encontrar uma veracidade, imposta pelo diretor, quando diz por exemplo que uma das formas de se acordar de um sonho é morrendo no próprio e pela sensação de queda livre. Com isso o conceito dos sonhos, idéias e subconsciente se constrói naturalmente dando vazão à forma intrigante e criativa com que as ótimas cenas de ação, mais uma vez muito bem elaboradas por Nolan, se desenvolvem bem como vamos conhecendo o conflito interno de Cobb.
Com o conceito pronto o diretor sai ramificando o filme e amarrando a atenção do público em todas as subtramas levando cada uma a desfechos e clímax diferentes, tornando A Origem um filme tenso de se acompanhar pois você precisa ficar atento a todos os detalhes de como é feita a ligação entre os sonhos e os limites do subconsciente.
Como muitos andam dizendo o filme é ambicioso sim. E por sua ambição, por ser algo original é que A Origem é o melhor filme do ano que vi até agora. Sim, porque quando se trata de uma adaptação ou refilmagem você sabe o que esperar da história e não tem como surpreender-se. E A Origem é isso, é surpreendente, é audacioso, é comovente e intrigante. O único problema depois de assistir o filme é não lembrar dele toda vez que se sonha e contar as semelhanças.