Coluna Vertebral: Como me tornei uma donzela…de ferro

iron maiden - powerslave

Dia desses estava tentando descobrir quais foram os pontos essenciais que definiram o rumo da minha vida. Aqueles momentos em que se resolve tudo, sabe? Enfim, tudo que me faz como me conheço hoje. Entre tantas coisas que estiveram presentes em diversos momento, uma delas, que hoje percebo como essencial, foi Iron Maiden. Isso mesmo, Steve Harris, Bruce Dickinson, Adrian Smith, Dave Murray e Nicko McBrain, meu quinteto de ouro, amores da minha adolescência que perduram até hoje. Conheci Maiden com 11 anos, foi a Erika [melhor amiga] quem me mostrou o disco deles e eu fiquei maluca. Queria ouvir tudo, comprar tudo, ler tudo. Então para justificar o que disse sobre Maiden ser “essencial” vou listar, entre muitos, três fatores fundamentais, decorrentes do meu amor pela banda, que são definitivos para minha personalidade.

A primeira contribuição: as letras – aprender inglês e autodidatismo

Eu cantava do jeito que dava, entendia menos ainda e ficava extremamente chateada por não identificar o que o Bruce falava. Então, eu e a minha amiga tivemos a brilhante ideia de traduzir as músicas com um dicionário jurássico do pai dela [Não tinha internet e as revistas com músicas traduzidas não eram baratas]. Conseguimos entender algumas coisas, outras nem tanto, demoramos um tempo para perceber que nem tudo se traduz ao pé da letra. Portanto o estopim para aprender inglês, veio daí, e veio de forma autodidata.

Segunda contribuição: a capa do disco Powerslave – aprender História e mais autodidatismo.

A capa é toda baseada em história egípcia e, quando menos percebi, com uns 13 anos eu estava comprando livros de História das Civilizações Antigas em sebos. Um dia, lendo a extinta revista Rock Brigade, descobri que o Bruce era formado em História, preciso dizer que isso só aumentou meu interesse? Pois bem, sei que em questão de pouco tempo eu matava aula [pasmem] para ir à biblioteca pública ler, porque na escola não ensinavam nada de interessante e os livros de lá eram chatos. Na biblioteca eu lia com freqüência Charles Baudelaire, Augusto dos Anjos e Fernando Pessoa, além de qualquer coisa sobre História Antiga. Fato curioso é que antes de fazer Jornalismo, eu fiz um ano de História que, por motivo de força maior, não pude terminar. No fundo, hoje acho que eu tinha um plano, mas eu vou contar no final.

Terceira contribuição: a escolha de uma profissão.

Por muitas vezes eu tentei lembrar qual foi o exato momento que descobri “É isso! Vou fazer Jornalismo!” mas nunca consegui, então remoendo aqui, consegui lembrar que uma das coisas que eu e Erika sempre falávamos era: “Já pensou que legal deve ser trabalhar na Rock Brigade e entrevistar o Maiden?” Então, o que eu me tornei? Jornalista, sim senhor. Portanto acho que o meu “sonho juvenil” de entrevistar o Maiden me conduziu ao Jornalismo de certa forma. Claro que é algo muito inocente, mas acredito mesmo que foi um dos fatores na escolha pela profissão.

Muitas das minhas preferências já foram delineadas comigo bem jovem e acho que Iron Maiden foi ponto decisivo para me tornar o que sou, e gosto dessa ideia. Portanto se alguém tem alguma reclamação sobre “meu jeitinho de ser” ó, reclama com a Donzela.

*Sobre meu plano.

No fundo, acho que meus passos foram minuciosamente planejados para chegar até a banda: aprendi inglês, sei o mínimo necessário de História e, como Jornalista, eu posso chegar neles mais facilmente, né? Podem rir, mas acho que esse era meu plano com 14 anos, conhecer o Iron Maiden.

Coluna Vertebral: Não sou 01

livroGosto de sentir meus dedos passando por ele, gosto do cheiro, da textura e da consistência. Gosto da forma que ele conversa comigo e de como me ensina o que não sei. Fico deslumbrada toda vez que ele me leva para um lugar que não conheço. Gosto da paixão dele e de como ele se cala quando eu preciso de uma pausa. Um colega me disse que isso só pode ser amor, porque até quando ele é grosso, eu o acho elegante. Eu amo sim, mas meu amor é plural, não consigo amar apenas um, mas isso é compreensível, mediante tantas possibilidades. Todos eles me entendem.

Sou apaixonada pelos livros que já li e por todos que ainda vou ler. Eu tenho todo um ritual e carinho com os meus, sei das rasuras de cada um, das anotações em cada página, lembro de como chegaram à minha vida. Sou apegada a eles e não me desfaço, é como se fizessem parte de mim.

Eu, verdadeiramente, sinto que essa ligação que tenho com os livros não vai mudar, mas sempre tem alguém que me diz que sim, que mudamos e que deixamos velhos hábitos para trás. Nesse caso, a tecnologia cada vez mais vai se encarregar de mandar esses costumes para longe. Há quem diga que os livros têm os dias contados e que os responsáveis por isso seriam os chamados E-readers. Não entrarei no mérito da qualidade tecnológica deles, mas só vou esclarecer alguns pontos sobre o que penso a respeito disso.

Acho bacana que a tecnologia trabalhe sempre a favor de uma vida melhor, mas um E-reader não faria a minha melhor, garanto. Tem o argumento do espaço, não é? Que em cada um desse leitor eletrônico cabe um grande número de obras, e daí?  Eu não vejo dificuldade em carregar meus livros, em achar espaço para eles na minha estante. Para mim, querer diminuir o espaço físico que meus livros ocupam, seria tão sem sentido quanto substituir um cachorro por um robô, porque o segundo é mais silencioso.

Podem argumentar que eu escrevo e que, consequentemente, devo ler muito na internet/computador, logo, qual o problema com um E-reader?  Fato é que eu leio apenas coisas breves por aqui, quando algo é extenso demais, eu imprimo [desculpe o meio ambiente] ou compro o livro, simples. Eu sei que isso pode parecer discurso de pessoa mais velha apegada às coisas do passado, mas não é. E também não tenho a intenção de convencer alguém a não ter um Kindle ou Ipad, cada um escolhe o que é melhor pra si, foi o que me ensinaram.

E como isso é um desabafo, só vou esclarecer que eu quero continuar fazendo uma anotação bem clarinha de lápis no trecho que mais gostei do meu livro e quero poder usar o marcador de páginas bonito que eu ganhei. Quero sentir o cheiro do livro novo e espirrar com o pó dos velhos. Quero olhar para minha estante e pensar onde melhor se encaixa meu último livro, se perto do Gabito, talvez vizinho do Bukowski, quem sabe parceiro do Tolkien ou se aconchegar ao lado do Quino e do Muttarelli, porque nós não somos eletrônicos, não somos binários, eu e meus livros somos táteis, sabe? Como a sua e a minha família, precisamos de espaço físico para existir. Só isso.
01000101011101010010000001101110111000110110111100100000011100110110111101110101001000000

110011001100101011010010111010001100001001000000110010001100101001000000011000000110001

0010000001100101001000000111011001101111011000111110101000111111

Como ser legal… na web

Redes Sociais

Eu estou realmente cansada de lidar com pessoas que desconhecem certos códigos de conduta na rede. A web não é terra de ninguém, tá? Sabe o discurso da professorinha para o aluno?

“João, você é mal educado com seus pais?”

“Não, professora”

“Então porque você é mal educado com seus amiguinhos?”

“……………..” [João bugando com a moral da história]

Não entendeu a moral? A web é uma extensão de quem você é fora dela, okay?

Sendo assim, vou falar de pontos que considero fundamentais para um bom convívio, entendimento, simpatia e educação na rede, vou citar os mais comuns e que mais me irritam.

Msn, Gtalk e afins.

Quando você vai falar com alguém na rua, na chuva, na fazenda ou na casinha de sapê, o que você faz, honey? “Oi, tudo bem?/ E aí beleza?” Porque como já dizia a letra da Caboclada, “o cumprimento é uma questão de nobreza”, portanto, sejamos nobres, dar “Oi” não mata.
O mesmo vale para despedidas. Você costuma largar a pessoa que está conversando e simplesmente sair andando no meio de uma conversa? Não, né? A falta de educação é igual, seja pessoalmente ou virtualmente. Se despeça, você sobrevive a esta experiência.

Não use tantos emoticons, aprenda a usar palavras, é uma forma antiga de comunicação, mas muito eficaz.

Cuidado com o Caps, ele pode ofender. Eu me ofendo. Não entendeu? Então vou exemplificar, imagine alguém mandando isso para você:
Porque você não me disse?

Agora imagine assim:
PORQUE VOCÊ NÃO ME DISSE?

Pegou a diferença? O Caps Lock devia chamar Scream Lock, use com moderação.

E-mails

Tem dois tipos de e-mails: formais e informais.
Nos formais você escreve tudo por extenso, bonito, caixa alta e baixa, não dá risadas [hahaha, kkkk, hehehe, hihihi, aushaushsahauhs, rs e risos], enfim, é educado como sua mãe ensinou e escreve como aprendeu na escola.

Nos informais você pode dar risada, usar caixa baixa e abreviar, mas não a ponto de não ser entendido, ok? Por exemplo, abreviação de você é “vc” e não o deturpado “vs”! Vs é Versus! Nesse caso, você vs a Língua Portuguesa.

Se usa e-mail corporativo, cuidado dobrado. Fique atento para quem você passa o contato e, se alguém te passou um e-mail assim, tenha bom senso também. Não mande coisas imbecis além da conta, seja sucinto e evite exageros, muitas empresas usam filtros nos e-mails e têm acesso a todo conteúdo recebido, entendeu a dica, né? Não envie as fotos da Sabrina Sato pelada para uma conta assim, entre outras coisas.

Não mande apresentações em PPT, pelo menos não para meu e-mail, juro que te coloco em uma lista negra. É a coisa mais irritante do mundo porque, honestamente, quem gosta de ficar na frente do computador vendo cachorros e gatos com frases como “A diferença une”? Eu é que não gosto e se você aprecia tal coisa, bom, possivelmente não é amigo meu.

Redes sociais

Ainda há pessoas que insistem no “fã de restart way of life” e xinga muito no Twitter, Facebook, Orkut e derivados. Claro que nunca xingam coisas abstratas, sempre é tudo devidamente endereçado a alguém e facilmente rastreado, normalmente pelo seu chefe, colega de trabalho e por aí vai, porque a ironia é irmã da web, tá? E a primeira pessoa a ver a gafe, nunca será um amigo bondoso disposto a te avisar e te poupar dos micos cibernéticos, será sempre o oposto imediato.

No demais me nego a falar das fotos, da exposição desnecessária e perigos que isso pode trazer porque, de verdade? Não sabe lidar com a web, vai aprender então perdendo um rim [embora eu preferisse que algumas pessoas perdessem apenas o acesso à internet].

Talvez esse seja um tutorial de como me agradar, pessoas interessadas em me agradar, é só seguirem esses passos [sou só um pouco arrogante, eu sei, mas tenho bom coração], mas acredito mesmo que o que escrevi pode contribuir para um mundo virtual melhor [esse é o máximo do espírito de Miss Universo que vive dentro de mim, porque eu não quero a tal da World Peace, tá?].

Beijo e até a próxima [me despedi e ainda estou viva, viu só? It´s so easy, baby]

*O título foi inspirado pelo meu queridinho Nick Hornby, no livro Como ser legal, de 2001.

Coluna Vertebral: Good tasty

vinil

É possível viver a dois com alguém cuja coleção de discos é incompatível com a sua?*

Em meu caso, a resposta é não. Não consigo conviver com alguém que se distancie demais da minha realidade e dos meus gostos. Por exemplo, não vejo como conseguiria lidar com um homem que gostasse de sertanejo. Algumas pessoas dirão “ah, mas se você o amasse de verdade, não ligaria” então, o problema está em chegar nesse ponto aí, de amar de verdade. Dificilmente chegaria a me atrair, quem dirá amar.

Se o cara só curte Capital Inicial e fala que no quesito música, gosta de tudo um pouco ou escuta o que tocar, eu risco. Estou sendo seletiva demais? Preconceituosa? Talvez, mas eu perco o interesse na hora, é automático. Como se algo dentro de mim gritasse “wrong way, go back, go back” e eu obedeço. Porque uma pessoa que não valoriza música como algo essencial pra si e escuta o que tocar, provavelmente não vai se interessar pela minha vida, porque música para mim é fundamental, deu para entender a lógica?

Outro ponto: livros. Sem chance de me interessar por uma pessoa que não gosta de ler ou que curte Dan Brown e Paulo Coelho. Tudo tem limite nessa vida e eu tenho os meus. Vou contar uma história triste para ilustrar.

Eu vi um cara tempo atrás super charmoso no metrô [não gosto de homens lindos, prefiro charme], mas então, ele estava com um livro nas mãos, compenetrado na leitura, coisa linda de se ver e eu me contorcendo toda para saber o que ele estava lendo, mas não conseguia. Fantasiei que pudesse ser algum dos meus livros favoritos, Cem Anos de Solidão, Misto Quente, Alta Fidelidade, Raízes do Brasil, mas aí percebo que a capa era preta. Ops, busco no meu banco de dados “livros bons com capa preta, livros bons com capa preta” necas, só vieram uns livros ruins. Eu meio que joguei em cima dele, mas nem foi proposital, me empurraram. Então ele saiu do momento de transe pela leitura, me olhou, eu bati meus olhos com o dele e instantaneamente baixei os olhos e vi: Crepúsculo. Estação Brigadeiro, adeus romance.

Eu sou chata, eu tenho outros parâmetros e elimino possibilidades por coisas que para muitas pessoas não importam e valorizo outras igualmente sem importância para alguns . Hipócrates disse que “Somos o que comemos” eu concordo, mas acho que homens ficam bem mais saborosos se forem temperados com músicas, livros e filmes, é assim que eu gosto ;)

*A pergunta é feita por Rob Fleming, personagem do livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby.

Coluna Vertebral: [A] versão?

Versões de Músicas

Da sessão “coisas que não vivo sem” a minha queridinha: música.

Têm programas, sites, aplicativos e por aí vai, que nascem Betas. Chegam simples, sem muita firula, mas com o passar do tempo, vão ganhando versões. Normalmente melhoram, mas nem sempre agradam a todos, não é mesmo? Então, com a música acontece o mesmo. Tem música que nasce Beta [e deveria morrer assim] e tem as que são melhoradas, mas nem sempre pelo desenvolvedor.

Eu gosto de versões na música, sempre acho legal ouvir de uma forma diferente algo que já conheço, a coisa triste é que nem sempre a inovação é positiva, pelo menos aos meus ouvidos. Embora eu não curta muito usar vídeos em postagens, acho que nesse caso, se faz necessário. Vamos lá.

A Rihana, cantando Umbrella que, particularmente, acho bem fraca [mas eu não esperaria muito dela, afinal é a Rihana e tal] aí escuta essa versão com The Baseballs. Chutou pra longe a posição de Beta, certo?

Conhecem Divididos? É uma banda argentina, escutei tem pouco tempo, mas é bem boa e aposto que muitos aqui no Brasil só conhecem uma versão, em minha opinião, piorada de uma música deles. Quer ver só? Que Vez, com Tihuana agora vai de Divididos eu hoje imploro pela original e quase peço desculpa aos hermanos.

Sempre que falam em versão de Ramones eu tenho arrepios, porque eu entendo que o legal da banda está em sempre ser Beta, em ser simples, porque é essa a pegada. Escuta a queridíssima I Believe in Miracles com os próprios. Aí no show do Pearl Jam, chega o Eddie Vedder, falando não sei o que Joey Ramone e já me causa um medo, mas até que não ficou ruim a “homenagem”  . Então surge o Wander Wildner, ai Wander meu querido! Adoro o cara, de verdade, mas ele massacrou a música, não tem vídeo no Youtube, só achei no Grooveshark, se quiser ouvir, e só abrir e selecionar a música “Eu acredito em milagres porque não basta fazer versão, tem que traduzir ao pé da letra, né Wander, meu amor.

Mas tem os casos em que a original é boa e outras também, quer ver? Simon & Garfunkel , com Mrs. Robinson, [aliás quem não assistiu ‘A Primeira noite de um homem’ recomendo que assista para entender melhor a homenagem feita na música] . Aí os gracinhas do Lemonheads, fizeram essa versão, mais rockerzinha, animadinha que eu adoro também e para fechar na meiguice, veio o Pomplamoose e jogou açúcar na música, viu só? Três variações, todas boas, todas diferentes.

Se é versão, original, releitura ou mistura, não importa. O negócio é agradar aos ouvidos e ao coração [licença, sou clichêzinha com música].

Coluna Vertebral: I’m at…really matter?

Eu disse no post passado que adoro internet, né? Mas eu tenho as minhas indiferenças na rede e a do momento é o Foursquare.

Se você tem Twitter ou Facebook, aposto que já leu algo assim na sua timeline ou mural “I’m at Xis Place (Av. Whatever, 02, at Shopping Zero Nothing, São Paulo)”. A pergunta que me persegue é: porque raios o cidadão tem que publicar o endereço de sua localização? Por quê?

Eu, que já entendia o Foursquare como um aplicativo a favor de namoradas (os) neuróticas (os) ou sequestradores cibernéticos, resolvi pesquisar mais sobre e fiquei surpresa com as demais funcionalidades.

Porque além de você se tornar um maluco com fetiche exibicionista por GPS, com ele você pode achar seus amigos, visualizar opiniões deixadas por usuários acerca de um lugar e postar dicas também. Mas não é só isso [momento facas Ginzu] você também pode ganhar pontos! É isso mesmo, pontos, como em um jogo! E se você for uma pessoa, suficientemente descolada, que conhece a cidade toda ou que frequenta muito um mesmo local, você pode se tornar algo como um prefeito (mayor) desse lugar! Uau, que demais, não? [insira minha ironia aqui]

Um dos argumentos usados a favor do Fousquare, por exemplo, é que com esse sistema de pontos ele incentiva as pessoas a saírem mais, a conhecerem lugares, a viverem o mundo real, olha que coisa bacana. Quase poético um aplicativo que incentive as pessoas a saírem do virtual, não?

Pois bem, e depois que a pessoa finalmente abandona o mundo virtual e se cerca de amigos numa mesa de bar ou qualquer outro ambiente externo com pessoas, o que ela faz? Hã, hã, hã? Ela pega o seu smarthphone, acessa o Foursquare e publica na web a sua localização. Ê redundância. Você sai do virtual, mas a virtual não sai de você, é isso, né?

O discurso de que o Foursquare pode unir o mundo real e virtual, no meu caso, não funciona, porque meu mundo é um só já faz tempo, sabe? E você que usa o aplicativo bem poderia tentar me convencer da real utilidade dele, né? Porque assim como o Saramago procurava todo dia prova da existência divina, mas não encontrava, eu procuro todo dia uma forma de entender a utilidade do Foursquare, mas não encontro.

Coluna Vertebral: Web For Real

Dentre as muitas coisas das quais eu não fico sem hoje em dia, uma delas é a internet. Mas com toda facilidade que ela traz, veio uma dificuldade: tenho problemas em lidar com pessoas offline. É isso mesmo. Não sei o que fazer com quem não lê e-mails todos os dias, com quem não usa Gtalk ou Msn, com pessoas que não se comunicam pela rede.

internet-serious-business-cat

Eu tenho e-mail, Msn, Gtalk, Twitter, Orkut, Facebook, Flickr, Formspring, Blog, Tumbrl e qualquer outra coisa que apareça na web, mas não acho que é preciso estar em todas as redes sociais, conhecer tudo sobre a web e tal, embora isso seja extremamente atraente no sexo oposto [é, disse atraente mesmo, eu adoro nerds/geeks, mas esse é outro papo], mas e-mail é questão de necessidade, né? Aliás, se comunicar é o princípio básico de tudo.

Eu tenho verdadeiros siricuticos quando me falam “Ah, não te respondo por que não entro muito no meu e-mail”. Ué, e para que tem um então criatura? Você compra uma roupa para não usar? Comida para não comer? Cerveja para não tomar? Pois bem, se tem um e-mail, ainda que seja um famigerado Hotmail, use-o!

Eu não gosto dessas coisas da internet, prefiro o mundo real” Ô discurso que dá sono. Amigo, veja bem, a internet é real, ela está aí, quer você queira ou não. Ficar fora dela é algo que vai te custar mais caro do que gastar seu tempo acessando e-mails. Por quê?

Porque a web criou um caminho sem volta na comunicação e na vida de muitas pessoas [na minha, com certeza], no sentido de que não adianta tentar ficar isento dessa mudança, a não ser que você seja um simpático ermitão, mas do contrário, se você vive rodeado de pessoas como toda boa espécie humana, honey, você está postergando o inevitável. Você não estar na internet não atrasa o crescimento dela, mas apenas o seu. Think that.