Coluna Vertebral: I’m at…really matter?

Eu disse no post passado que adoro internet, né? Mas eu tenho as minhas indiferenças na rede e a do momento é o Foursquare.

Se você tem Twitter ou Facebook, aposto que já leu algo assim na sua timeline ou mural “I’m at Xis Place (Av. Whatever, 02, at Shopping Zero Nothing, São Paulo)”. A pergunta que me persegue é: porque raios o cidadão tem que publicar o endereço de sua localização? Por quê?

Eu, que já entendia o Foursquare como um aplicativo a favor de namoradas (os) neuróticas (os) ou sequestradores cibernéticos, resolvi pesquisar mais sobre e fiquei surpresa com as demais funcionalidades.

Porque além de você se tornar um maluco com fetiche exibicionista por GPS, com ele você pode achar seus amigos, visualizar opiniões deixadas por usuários acerca de um lugar e postar dicas também. Mas não é só isso [momento facas Ginzu] você também pode ganhar pontos! É isso mesmo, pontos, como em um jogo! E se você for uma pessoa, suficientemente descolada, que conhece a cidade toda ou que frequenta muito um mesmo local, você pode se tornar algo como um prefeito (mayor) desse lugar! Uau, que demais, não? [insira minha ironia aqui]

Um dos argumentos usados a favor do Fousquare, por exemplo, é que com esse sistema de pontos ele incentiva as pessoas a saírem mais, a conhecerem lugares, a viverem o mundo real, olha que coisa bacana. Quase poético um aplicativo que incentive as pessoas a saírem do virtual, não?

Pois bem, e depois que a pessoa finalmente abandona o mundo virtual e se cerca de amigos numa mesa de bar ou qualquer outro ambiente externo com pessoas, o que ela faz? Hã, hã, hã? Ela pega o seu smarthphone, acessa o Foursquare e publica na web a sua localização. Ê redundância. Você sai do virtual, mas a virtual não sai de você, é isso, né?

O discurso de que o Foursquare pode unir o mundo real e virtual, no meu caso, não funciona, porque meu mundo é um só já faz tempo, sabe? E você que usa o aplicativo bem poderia tentar me convencer da real utilidade dele, né? Porque assim como o Saramago procurava todo dia prova da existência divina, mas não encontrava, eu procuro todo dia uma forma de entender a utilidade do Foursquare, mas não encontro.

5 ideias sobre “Coluna Vertebral: I’m at…really matter?

  1. I’m at the PQP, que texto excelente!
    E compartilho da opinião amiga Milla. Acho que o foursquare expõe as pessoas demais falando de sua localização.

  2. fiz uma conta e talvez tenha acessado umas três ou quatro vzs. achei esquisito, chato e abandonei.

    por outro lado, não me incomoda ver esse “I’m at…” na timeline. acho até bacana qdo um amigo anuncia q tá num lugar q conheço e frequento.

    ah! a time colocou o foursquare na lista das 50 piores invenções de todos os tempos!!

  3. haha, boa!
    eu acho o foursquare tão útil quanto a twitcam para desconhecidos. risos. além de que, as pessoas sempre colocam que estão em lugares bacanas, quero ver quem quer ser mayor enquanto espera o ônibus no terminal sacomã! hahaha.
    acho fail!

  4. Eu, assim como a Milla, via as pessoas usando o foursquare, e resolvi testar.

    Achei um programa chamado “Waze”, que integra as funcionalidades do foursquare. E carrega informações live de outros usuários no trânsito.

    Usando esse programa, e claro, usando um plano de dados para ficar carregando as informações, conseguia em tempo real, saber sobre batidas, tráfego lento e etc…

    Outra funcionalidade é descobrir endereços e nomes dos lugares nas proximidades, aliado a informações vindas dos próprios usuários. Ajudou bastante quando precisei saber o nº de telefone de uma lugar e não achava na internet.

    Acho que é isso, lembrando que pude fazer tudo isso, sem precisar compartilhar meu endereço atual com ninguém, apenas deixando gravado dentro do meu cadastro do foursquare.

    Não sei se é suficiente, mas pra mim pelo menos encontrei alguma utilidade…

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